quarta-feira, junho 29, 2005

A iniciação do Waldomiro - E! True Story

Parte primeira, intermédia e final - sem comerciais que é pra nego não desviar a atenção.

Maestro, música italiana pra trilha sonora, por favor. Obrigado.
Sérgio era um daqueles homens pelos quais você se apaixona à primeira vista. Não no sentido erótico-amoroso, mas por ele ser um cara super bacana, brincalhão, bonachão até. Estudamos juntos a partir do 2o. ano do 2o. colegial (ensino médio, para os mais novos). Ou seja, eu tinha aí meus 16 anos. Ele? Bom, eu disse "homem" justamente porque ele tinha seus 36. Estava meio atrasado nos estudos, retormando-os pra tentar uma promoção no trabalho.

O Sérgio não era bonito, tãopouco era feio. Era, sim, grandão - mais de metro e noventa - e corpulento. Algo que me atrai bastante, dá aquela sensação de colo do papai. Casado, tinha um filho. E eu tinha medo. Armário total.

Durante o colegial algo estranho aconteceu: eu, cdf de carteirinha, me vi cercado de porras-loucas bagunceiros, mas no melhor sentido da palavra. Nossa turma do fundão era querida até pelos professores, porque éramos realmente bastante engraçados. O bando de moleques imitavam todos, alguns relutantemente a princípio, bichas loucas ensandecidas. E eu acabei por nomear quase todas elas: Penélope, Cecília, Claudete (o Sérgio), Janete (apelido que pegou tanto no outro carinha que a gente nem lembrava o nome real dele)... Nessa, sempre rolava um certo carinho entre mim e o Sérgio. De brincadeira e nunca nada além de abraço e pegar na mão. De qualquer forma, me estranhava um pouco que em todo final de intervalo ele me chamasse pra ir ao banheiro com ele. Nunca fui. Medo de ficar excitado e ele perceber.

Nessa continuamos, terminou o colegial mas não a amizade. Eu ia sempre na casa dele. E na minha vida particular, ainda me mantinha virgem até os recôncavos da Bahia. Oportunidade até tive. Queria mais é que a primeira vez fosse especial, apaixonado.

Não deu.

Eis que completei os 22 anos. Adolescência inteira só nas conversas com os azulejos. Subindo pelas paredes, resolvi que tentaria com o primeiro que aparecesse (mais ou menos). No ano anteior eu já havia passado o reveillon acordado, na casa do Sérgio (com familiares e amigos) e nessa de manter a brincadeira do colegial fiquei um tempão fazendo cafuné nele (e ele gostando). Ah... aí tinha! Ou não? Resolvi arriscar. Conversando no carro, peguei a mão dele pra fazer carinho. E o papo descambou pra falta de carinho que ele estava enfrentando por conta do novo emprego - noturno - da esposa. Além das brigas.

Contou sobre como tinha muito tesão e que não precisava muito pra ele se acender. E quem se acendeu fui eu, e lá meti a mão por cima do cacete dele. Oba, ele gostou. E lá fui eu e tasquei-lhe um beijo na boca. Beijo de profissional, modéstia à parte, apesar de ser meu primeiríssimo beijo em qualquer tipo de boca. Muitos anos de novela, creio. Ou talento nato, não sei.

Oba, oba, oba!! Emoção e coração a mil! Finalmente!!! Anos de expectativa e fantasia... tanta espera...

Seguimos então pra casa dele (mulher no trabalho e filho na casa da avó). Mais beijo e ele foi tomar um banho. Minha garganta estava seca, tomei um gole d'água. Aquele homão deveria ter um cacetão!! Era hoje!!!!!

Mas... que nada. Pintinho minúsculo. E que, talvez por nervosismo, não ficava duro nem a pau (trocadilho imperdoável mas indispensável). Tantos anos imaginando... tantos anos fugindo do banheiro pra não ver um bilauzão enorme que com certeza faria com que me traísse em minha viadagem... Ainda assim fiquei de quatro no sofá esperando que ele me penetrasse. Nada. Outra decepção! Tanto porque o pau dele não subia quanto por eu não fazer idéia de que se tinha que relaxar o cu pra coisa entrar (não havia internet naquela época pra nos ensinar essas coisas). Ele disse que a camisinha estava apertada.

Tá, podia ser virgem e desinformado, mas burro não!

De qualquer forma, acabei por fazendo uma (duas) bela(s) chupeta(s) nele. E beijando bastante. Foi muito bom. A virgindade anal propriamente dita (e a "pintal", já que não sou filiado a um único partido), fui perder com o primeiro namorado, no ano seguinte. Uma lição importante, porém, eu aprendi:

Tamanho, definitivamente, não é documento!

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