segunda-feira, julho 04, 2005

Live Str8

Toda manhã, os meninos fazem nr. 2 no banheiro da empresa. Se não todos eles, a maioria. É sagrado: alivia a mente, mata um tempo, e lê-se o caderno de esportes (ou informática) do jornal. Isso é de conhecimento público.

O que não se divulga é o ritual sagrado envolvido na história.

Por exemplo, na minha empresa são 5 privadas dentro do tal banheiro. E logo que você entra nele, a primeira coisa a fazer é caçar uma que não tenha sido previamente utilizada. Isto porque se beber do mesmo copo é como dar beijo por tabela, sentar na mesma latrina pode ser comprometed... (opa!), digo... "complicador". Nota-se uma latrina usada por duas características: 1) a água já não tem o tal desinfetante cor-de-rosa (ou roxo) e 2) se o cara foi suficientemente educado para abaixar a tampa - o que te impede de checar a primeira característica - o cesto de lixo não deixa dúvidas: se tem papel = já usaram.

O problema com essa escolha delicada, que requer tempo, é quando aparece um outro cara no banheiro enquanto você analisa. Nesse caso o que você faz é entrar correndo na primeira casinha que der, porque pior que "beijo por tabela" é alguém saber que é você ali dentro. Sabe... "pums" e "plofts" e "prrrrrrls". Principalmente porque isso denuncia que sua retaguarda está vulnerável, aberta mesmo, teoricamente podendo entrar qualquer coisa por ali naquele momento. E isso não é coisa lá muito interessante de ser divulgada. Então o que você faz? Primeiro você corre e se tranca na primeira que aparecer, depois fica esperando o indivídio escolher sua própria louça ou fazer o tal do xixi e ir-se embora. Caso você tenha certeza absoluta que seu intestino não vai te trair com barulhos estranhos, tá liberado pra soltar o barro. Se não, segura firme!

Um terceiro complicador: o cheiro. Privada usada não é legal, peidar é pior ainda, mas cheirar é cúmul... (opa!). Tudo havia dado certo até então e é hora de ir embora. Eis que entra um outro energúmeno exatamente quando você estava com a mão no trinco. Você sabe que o local está aromaticamente comprometido, e não só o seu cubícul... (opa!) mas provavelmente o banheiro todo. Sair, então, é como mostrar a mão amarela: foi você!!! A alternativa então é sentar-se novamente e apurar os ouvidos, aguardando que o intrometid... (opa!!!), digo... que o cidadão se vá ou se tranque na dele. Aí finalmente uma coisa boa: o cara entrou pra cagar, você sai pra lavar a mão. Caso entre um terceiro, a culpa pelo cheirinho passa a quem estiver na baia (você estava apenas mijando)! E você ainda pode tirar um sarro do coitado que tomou seu lugar.

Com tantos problemas, ainda reclamam do tempo que você gasta no banheiro. Assim é fod... (opa!).

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