quarta-feira, julho 27, 2005
Splash!
Aquele tal aluguel passou de "medida de segurança" para "medida de necessidade". Qualquer 200 paus/mês vai ajudar até o fim do ano. "- Mas não ia tudo pra Mãe?" Vai sim, vai sim - assim que eu fique no azul!
E agora, depois de conversados os detalhes, é oficial: vou ficar sem o Alê. Ainda levam 1-2 meses, talvez 3, mas ele vai. E não é ir pra voltar, é ir pra ficar mesmo, com direito a green card e playstation. O que quer dizer que eu vou ter que vender meu corpo pra começar a economizar pra passagem, porque não posso deixar meu irmãozinho lá, sozinho, com o playstation só pra ele... Anyway, isto me fez lembrar de que ele está emigrando praticamente com a mesma idade que eu fui pra Dinamarca. A sorte dele é que muito provavelmente a máquina de lavar não vai teimar em sair andando pela casa, nem terá instruções de uso em dinamarquês/alemão/holandês apenas. O azar é que provavelmente a rúcula não vai se chamar "rukula". Enquanto que a maioria do pessoal daqui que já morou fora acha que ele deveria insistir em ter a casa/carro pagos pela empresa, eu sou do tipo que prefere não ficar devendo nada pra ninguém (leia-se "patrões"). Idiotice, talvez, mas prefiro. Porque se a coisa apertar, ele terá (depois que conseguir o green card) toda a liberdade de procurar outro emprego por lá, ganhando mais. Mas, ah... vou ficar sem o Alê. Ao vivo, pelo menos. Graças a Deus (leia-se, Bill Gates) existe o Messenger (ok, ok... a idéia original foi da Mirabilis e seu ICQ, eu sei, eu usei...).
Mudando de assunto, nunca fui pedido em namoro. Nem pedi, creio eu. Não daquele jeito tradicional, de ficar suando de medo, frio na barriga, com medo de um "não". Meus três namoros oficiais (e os não-oficiais também) ocorreram via internet. Que coisa, não? O que será que eu perdi, o que será que eu ganhei? Mereço ser estudado por um antropologista ou psicólogo ou mesmo pelo IBGE? Pela internet, a gente se olha (caso ambos tenham foto/webcam), conversa um pouco, mostra as partes e vai pra cama. Se for de novo e de novo, é namoro. Pelo menos foi assim comigo. Gostaria que tivesse sido diferente? Ah, sim, tanto que enrolei até os 22 anos. :-) Não deu... Perdi? Hmmmm... a gente sempre acha que perdeu aquilo que não viveu, mas olhando pra trás e considerando meu namoro atual, acho que os ganhos superam, em muito, as perdas.
Sopão hoje. Vamos?
P.S.: 50 metros ontem. Meia hora de caminhada antes.
