sexta-feira, julho 29, 2005
Tá doido, ô meu?
Uma das coisas que eu gosto na minha personalidade é uma sutil tentativa de não ser ordinário. No sentido de comum. No sentido de não deixar a Maria ir com as outras. Talvez tenha a ver com o tostines ser fresquinho. Talvez por eu gostar de meninos e, conseqüentemente, fazer parte de uma minoria ( = menos comum), uma maneira de exteriorizar isso acabe passando para outras atitudes do dia-a-dia. Ou talvez não - seja da personalidade mesmo. Não chego a pensar que gosto de meninos apenas pra ser diferente. Como eu disse, é uma característica sutil, não radical.
Exemplifico: nunca uso gravata no trabalho. Detesto. Camisa social? Deus me livre! Camisa esporte de vez em quando eu gosto (agora que tenho um físico menos magrelo-esqulético-anêmico). Mas o básico é jeans e camiseta. E aqui na Empresa, sou só eu a resistir a esse código de vestimenta (16 anos de casa e um emprego no cpd - escondido dos clientes - garantem certa imunidade). Uma outra coisa foi eu ter abolido o uso de relógio. No pulso, nada além dos meus pelinhos. Não é que eu tenha me libertado de vez dessa ânsia de ser controlado pelo tempo - uso o celular pra ver a hora, ou o Windows. Mas pelo menos quando estou em casa esqueço que a tal dimensão existe. Andar a pé na chuva (com o guarda-chuva fechado na mão, bem à mostra) é algo que faço também. Fica todo mundo me olhando espantado. Mas eu gosto.
Estou contando isso porque hoje, sem querer, estou involuntariamente vivendo uma experiência libertária mais ou menos nesse sentido aí de cima: esqueci minha carteira em casa!!! Puééé... eu sou um Mané esclerosado... Esse negócio de trocar de mala pra ir pra ACM me confunde todo... ter que ficar lembrando de voltar a carteira, chave e bilhete único da mochila para a bolsa e vice-versa. Esqueci. Tô sem lenço nem documento. Indigente total. Se eu morrer na rua, vou pro lixão. Mas é bom... Andar sem vínculos com nada... Estranha sensação de liberdade...
O único problema é que ou o Alê paga um lanche pra mim, ou vou ficar só nas 2 maçãs! ;-)
Exemplifico: nunca uso gravata no trabalho. Detesto. Camisa social? Deus me livre! Camisa esporte de vez em quando eu gosto (agora que tenho um físico menos magrelo-esqulético-anêmico). Mas o básico é jeans e camiseta. E aqui na Empresa, sou só eu a resistir a esse código de vestimenta (16 anos de casa e um emprego no cpd - escondido dos clientes - garantem certa imunidade). Uma outra coisa foi eu ter abolido o uso de relógio. No pulso, nada além dos meus pelinhos. Não é que eu tenha me libertado de vez dessa ânsia de ser controlado pelo tempo - uso o celular pra ver a hora, ou o Windows. Mas pelo menos quando estou em casa esqueço que a tal dimensão existe. Andar a pé na chuva (com o guarda-chuva fechado na mão, bem à mostra) é algo que faço também. Fica todo mundo me olhando espantado. Mas eu gosto.
Estou contando isso porque hoje, sem querer, estou involuntariamente vivendo uma experiência libertária mais ou menos nesse sentido aí de cima: esqueci minha carteira em casa!!! Puééé... eu sou um Mané esclerosado... Esse negócio de trocar de mala pra ir pra ACM me confunde todo... ter que ficar lembrando de voltar a carteira, chave e bilhete único da mochila para a bolsa e vice-versa. Esqueci. Tô sem lenço nem documento. Indigente total. Se eu morrer na rua, vou pro lixão. Mas é bom... Andar sem vínculos com nada... Estranha sensação de liberdade...
O único problema é que ou o Alê paga um lanche pra mim, ou vou ficar só nas 2 maçãs! ;-)
