sábado, agosto 27, 2005
Entrevista com o Vampiro - Parte VI
Yvonne: - Edu, como foi a sua infância?
Edu: - Yvonne, minha linda (linda mesmo, eu vi a foto!), acertando direto na fase da minha vida que me traz lembranças de revirar os olhinhos! :-) Poxa, foi muito muito boa a minha infância. Não sei nem quero dizer se foi pior ou melhor que qualquer outra, mais no passado ou mais no presente que a minha. Mas acho que tive sorte. Tinha trocentos amigos na rua, desde, por exemplo, os 10 (eu) até os 18 anos (o "Marcos grande"). Todos brincando juntos, se cuidando, passeando juntos. Teve a escola, que achei ótima apesar de pública e a cada ano com menos recursos (na primeira série tinha cerimônia e prêmios para os melhores de cada classe, na segunda só a medalha, na terceira só um diplomazinho, na quarta só os parabéns da professora...). Teve bicicleta, pular corda, polícia-e-ladrão (ainda dava pra distinguir com clareza). Teve o menino enjoado que só tomava leite (Ninho, tira esse Glória daqui!) com chocolate (Nescau, não me venha com Toddy!) e só comia a comida da Mãe (até na casa dos outros). Uma infância ingênua e curiosa (característica que procuro manter sempre viva), mas que só percebeu a eterna ausência do Pai aos 11 anos (quase adolescência, então não influenciou, hehehe). Uma infância não abastada, mas limpinha. Mas sabe o que foi melhor na minha infância? Ter a certeza, a cada dia comprovada, de que o futuro seria tão fantástico quanto!
Edu: - Yvonne, minha linda (linda mesmo, eu vi a foto!), acertando direto na fase da minha vida que me traz lembranças de revirar os olhinhos! :-) Poxa, foi muito muito boa a minha infância. Não sei nem quero dizer se foi pior ou melhor que qualquer outra, mais no passado ou mais no presente que a minha. Mas acho que tive sorte. Tinha trocentos amigos na rua, desde, por exemplo, os 10 (eu) até os 18 anos (o "Marcos grande"). Todos brincando juntos, se cuidando, passeando juntos. Teve a escola, que achei ótima apesar de pública e a cada ano com menos recursos (na primeira série tinha cerimônia e prêmios para os melhores de cada classe, na segunda só a medalha, na terceira só um diplomazinho, na quarta só os parabéns da professora...). Teve bicicleta, pular corda, polícia-e-ladrão (ainda dava pra distinguir com clareza). Teve o menino enjoado que só tomava leite (Ninho, tira esse Glória daqui!) com chocolate (Nescau, não me venha com Toddy!) e só comia a comida da Mãe (até na casa dos outros). Uma infância ingênua e curiosa (característica que procuro manter sempre viva), mas que só percebeu a eterna ausência do Pai aos 11 anos (quase adolescência, então não influenciou, hehehe). Uma infância não abastada, mas limpinha. Mas sabe o que foi melhor na minha infância? Ter a certeza, a cada dia comprovada, de que o futuro seria tão fantástico quanto!
