terça-feira, agosto 16, 2005
Joaquim
Hoje à tarde a Mamãe finalmente opera o olhinho do princípio de catarata. Coisinha simples que vai devolver a ela uma visão perfeita! E pra quem gosta de ler como a bichinha, nada melhor. Que bom que eu pago convênio pra ela. Só falta agora pra Irmã. Porque não adianta, mesmo achando que ela tinha que se virar sozinha tem coisas que me tiram o sono quando não estão no lugar certo. Tá, não sou esse anjo de candura. Sou como a Luma: rir não quer dizer que eu sou bobo e chorar não quer dizer que eu seja coitadinho. Tenho meus muitos defeitos, como ser travado na hora de discutir a relação e ser estourado com quem merece (e não merece). Taí o Alê que não me deixa mentir (sozinho). E o que isso tem a ver com o filho da Angélica com o Huck? Ou com a impressão de etiquetas? Absolutamente nada.
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É fácil saber que a vida é patética. Mas, às vezes, não compreendemos quão absurdamente patética ela pode ser.
Once upon a time, eu estava cansado. Muito cansado. Percebi que era o fim e a idéia de um amanhã doía-me profundamente. Peguei um papel e tracei “je suis fatigué”. Ficou na mesa. Depois, deliguei o butijão de gás do fogão, arrastei a pesada carcaça até meu carro, onde o coloquei no banco do passageiro, para deixar o volante para mim. Fechei os vidros, girei a válvula e fiquei feliz ao pensar que enfim descansaria. Dormi profundamente.
Acordei na manhã seguinte, com a minhã mãe abrindo o portão da garagem e me perguntando onde eu iria. “Ah... é... vou comprar gás... este aqui parece que acabou”. Liguei o carro ainda sonolento, fui até onde vende gás e voltei de mãos abanando. Oras... quem anda com a carteira no bolso quando pretende se matar?
Ao retornar pra casa, a mãe pergunta se trouxe o novo butijão de gás e respondo que não, esqueci o dinheiro. Pergunta também que história é esta de “je suis fatigué” em cima da mesa, e eu digo que não agüento mais pentear meus cabelos.
Se não tivesse queimado o doce de abóbora, perderia essas sutilezas da vida patética.
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É fácil saber que a vida é patética. Mas, às vezes, não compreendemos quão absurdamente patética ela pode ser.
Once upon a time, eu estava cansado. Muito cansado. Percebi que era o fim e a idéia de um amanhã doía-me profundamente. Peguei um papel e tracei “je suis fatigué”. Ficou na mesa. Depois, deliguei o butijão de gás do fogão, arrastei a pesada carcaça até meu carro, onde o coloquei no banco do passageiro, para deixar o volante para mim. Fechei os vidros, girei a válvula e fiquei feliz ao pensar que enfim descansaria. Dormi profundamente.
Acordei na manhã seguinte, com a minhã mãe abrindo o portão da garagem e me perguntando onde eu iria. “Ah... é... vou comprar gás... este aqui parece que acabou”. Liguei o carro ainda sonolento, fui até onde vende gás e voltei de mãos abanando. Oras... quem anda com a carteira no bolso quando pretende se matar?
Ao retornar pra casa, a mãe pergunta se trouxe o novo butijão de gás e respondo que não, esqueci o dinheiro. Pergunta também que história é esta de “je suis fatigué” em cima da mesa, e eu digo que não agüento mais pentear meus cabelos.
Se não tivesse queimado o doce de abóbora, perderia essas sutilezas da vida patética.
