domingo, agosto 14, 2005
Vamos fazer um filme
Se estivéssemos em Hollywood, eu desconfiaria que tudo isso - incluíndo o próprio tiro no pé - foi planejado pelos Heróis da Ética justamente pra dar no que está dando: sacrifico meu partido e a mim mesmo para denunciar a podridão que está, sempre esteve, aí.
E diria ainda mais: o filme nem começou. Falta saber de onde vêm os milhões, somas vultosas que nenhum Valério tem como bancar. Diria que o dinheiro vem do crime organizado. Tráfico? Muito comum. Viria da mídia televisiva e impressa, comandada por uma elite judaica (nos filmes, sempre alguma raça ou cultura é a culpada), que promove o caos para pressionar o pagamento do que lhe devem, já que o esquema para encobrir o pagamento via BNDES não funcionou. Por isso mesmo, a estratégia "mosca morta" do nosso herói seria a correta. Se não se mexer, os credores finalmente serão desmascarados pela investigação e por seu próprio desespero-promoção do caos (já viu judeu - filme, eu insisto - aceitar calote?). Se gritar agora, nosso herói é deposto e esquece-se a investigação.
Mas ele, como um samurai que sabe o momento certo de guardar a espada, espera. E dá corda. Todos se enforcarão. Mas o País sairá limpo!
Estaremos em Hollywood?
E diria ainda mais: o filme nem começou. Falta saber de onde vêm os milhões, somas vultosas que nenhum Valério tem como bancar. Diria que o dinheiro vem do crime organizado. Tráfico? Muito comum. Viria da mídia televisiva e impressa, comandada por uma elite judaica (nos filmes, sempre alguma raça ou cultura é a culpada), que promove o caos para pressionar o pagamento do que lhe devem, já que o esquema para encobrir o pagamento via BNDES não funcionou. Por isso mesmo, a estratégia "mosca morta" do nosso herói seria a correta. Se não se mexer, os credores finalmente serão desmascarados pela investigação e por seu próprio desespero-promoção do caos (já viu judeu - filme, eu insisto - aceitar calote?). Se gritar agora, nosso herói é deposto e esquece-se a investigação.
Mas ele, como um samurai que sabe o momento certo de guardar a espada, espera. E dá corda. Todos se enforcarão. Mas o País sairá limpo!
Estaremos em Hollywood?
