terça-feira, outubro 11, 2005
Sweet dreams are made of this
Seguindo a inspiração da Yvonne, talvez o início de uma postagem coletiva sobre o amor.
Já contei aqui sobre a minha primeira vez. Falta contar, de novo, sobre meu primeiro amor.
Outro dia falávamos sobre como a tecnologia, mais especificamente os computadores e a internet, melhoraram a nossa - principalmente a minha - qualidade de vida. Sendo gay, que outra fonte melhor eu poderia ter tido para vencer meus medos e preconceitos sem me arriscar? Agora se eu tiver que tomar algum posicionamento aberto, pelo menos o farei com propriedade. E foi através dela, à distância, com segurança, que o conheci.
Não me lembro precisamente de datas. Sei que foi em 1998/1999 que falei com ele via NetMeeting, naqueles servidores do UOL. Eu não tinha webcam ou não pude me mostrar, mas conversamos. Até aí, nada de mais. Trocamos alguns e-mails e foi só. Mesmo porque eu abandonei a minha conta no Starmedia.
Como com a tia "bruxa" da Yvonne, a Aninha, amiga "bruxa" dele preparou um perfume e disse que ele o traria um grande amor. Ele riu, porque já estava namorando. Lá no fundo, talvez soubesse que o amor que ele tinha então era mais para amizade. Mas esqueceu.
Desde nosso último contato havia-se passado um ano mais ou menos. Numa limpeza de sua caixa postal, resolveu mandar um e-mail "genérico" para todos os contatos esquecidos, pra ver no que dava. "Coincidentemente", eu - que há tantos meses não entrava na tal conta Starmedia - fui dar com o e-mail dele coisa de duas semanas após o envio. E respondi, falando da minha nova conta no Hotmail e que se ele quisesse manter contato nós poderíamos retomá-lo por ali. E assim foram mais alguns e-mails. Já era 2000 e no dia anterior ao meu aniversário, um sábado de aulas de espanhol, resolvi ligar pra ele.
- Acabo de sair da aula e estou indo pra Lapa. Tem esse filme "Beleza Americana" passando no shopping de lá e eu queria assistir. Quer vir comigo?
Supra-sumo da coragem! Quem diria, eu convidando um homem pro cinema? Até então todos os meus contatos e até paixonites tinham "cozinhado" bastante online antes do contato "fisicamente cara a cara". Mas era quase meu aniversário, ano 2000, novo milênio e no dia seguinte minha madrinha e primos uma vez mais viriam para a "festa". Que festa? Eu quero é um namorado...
Sempre achei que essa coisa de amor não era pra mim. Achava que, pra ser direto, morreria virgem e tudo. Até que pedi pro Papai do Céu um namorado. E sempre que me encontrei com alguém tinha a intenção de namoro. Não passava pela minha cabeça a idéia de uma transa e nada mais. Poderia até ter a transa, mas seria sempre a primeira de muitas, eu sentia. Ou investia assim.
Aquele perfume me deixou completamente louco! Justo eu, que sou alérgico a cheiros, não espirrava mais e apenas com aquele perfume dele! Ah, bruxa... Talvez o amor não tenha vindo na forma imediata e fulminante da paixão, mas o desejo sim. Como nunca antes. E com a convivência, fui conhecendo mais que o desejo. Fui conhecendo o homem: íntegro, sincero, brigão, transparente, honesto, inteligente, prendado. E quem se viu preso, alguns meses depois, fui eu! De repente, sem ter me dado conta, estava amando.
E não foi tudo um mar de rosas - ele demorou bem mais que eu pra "cair". Por isso não sei bem se começamos a namorar naquele 26/02/2000. Mas foi o dia em que eu chamei pra um cinema (sessão que não vimos porque não agüentei de tesão e o convidei pra irmos pra casa dele) e que conheci o amor da minha vida.
Já contei aqui sobre a minha primeira vez. Falta contar, de novo, sobre meu primeiro amor.
Outro dia falávamos sobre como a tecnologia, mais especificamente os computadores e a internet, melhoraram a nossa - principalmente a minha - qualidade de vida. Sendo gay, que outra fonte melhor eu poderia ter tido para vencer meus medos e preconceitos sem me arriscar? Agora se eu tiver que tomar algum posicionamento aberto, pelo menos o farei com propriedade. E foi através dela, à distância, com segurança, que o conheci.
Não me lembro precisamente de datas. Sei que foi em 1998/1999 que falei com ele via NetMeeting, naqueles servidores do UOL. Eu não tinha webcam ou não pude me mostrar, mas conversamos. Até aí, nada de mais. Trocamos alguns e-mails e foi só. Mesmo porque eu abandonei a minha conta no Starmedia.
Como com a tia "bruxa" da Yvonne, a Aninha, amiga "bruxa" dele preparou um perfume e disse que ele o traria um grande amor. Ele riu, porque já estava namorando. Lá no fundo, talvez soubesse que o amor que ele tinha então era mais para amizade. Mas esqueceu.
Desde nosso último contato havia-se passado um ano mais ou menos. Numa limpeza de sua caixa postal, resolveu mandar um e-mail "genérico" para todos os contatos esquecidos, pra ver no que dava. "Coincidentemente", eu - que há tantos meses não entrava na tal conta Starmedia - fui dar com o e-mail dele coisa de duas semanas após o envio. E respondi, falando da minha nova conta no Hotmail e que se ele quisesse manter contato nós poderíamos retomá-lo por ali. E assim foram mais alguns e-mails. Já era 2000 e no dia anterior ao meu aniversário, um sábado de aulas de espanhol, resolvi ligar pra ele.
- Acabo de sair da aula e estou indo pra Lapa. Tem esse filme "Beleza Americana" passando no shopping de lá e eu queria assistir. Quer vir comigo?
Supra-sumo da coragem! Quem diria, eu convidando um homem pro cinema? Até então todos os meus contatos e até paixonites tinham "cozinhado" bastante online antes do contato "fisicamente cara a cara". Mas era quase meu aniversário, ano 2000, novo milênio e no dia seguinte minha madrinha e primos uma vez mais viriam para a "festa". Que festa? Eu quero é um namorado...
Sempre achei que essa coisa de amor não era pra mim. Achava que, pra ser direto, morreria virgem e tudo. Até que pedi pro Papai do Céu um namorado. E sempre que me encontrei com alguém tinha a intenção de namoro. Não passava pela minha cabeça a idéia de uma transa e nada mais. Poderia até ter a transa, mas seria sempre a primeira de muitas, eu sentia. Ou investia assim.
Aquele perfume me deixou completamente louco! Justo eu, que sou alérgico a cheiros, não espirrava mais e apenas com aquele perfume dele! Ah, bruxa... Talvez o amor não tenha vindo na forma imediata e fulminante da paixão, mas o desejo sim. Como nunca antes. E com a convivência, fui conhecendo mais que o desejo. Fui conhecendo o homem: íntegro, sincero, brigão, transparente, honesto, inteligente, prendado. E quem se viu preso, alguns meses depois, fui eu! De repente, sem ter me dado conta, estava amando.
E não foi tudo um mar de rosas - ele demorou bem mais que eu pra "cair". Por isso não sei bem se começamos a namorar naquele 26/02/2000. Mas foi o dia em que eu chamei pra um cinema (sessão que não vimos porque não agüentei de tesão e o convidei pra irmos pra casa dele) e que conheci o amor da minha vida.
